SUSAN SARANDON: UMA ATRIZ INTENSA E SURPREENDENTE E UMA MULHER LINDA E ARREBATADORA

 




Susan Sarandon nunca se encaixou exatamente nos padrões da beleza americana. Magrela demais, curvilínea de menos e dona de olhos meio saltados, sabia que jamais seria uma bombshell como Raquel Welch. Na verdade, queria mesmo era ser uma nova Jane Fonda, se isso fosse possível. Quem a conheceu tímida e determinada no final dos anos 60, quando estreou no emblemático filme sobre violência urbana "Joe", de William Friedkin, ao lado de seu então marido Chris Sarandon, já sabia que aquela menina de olhos grandes tinha ótimas chances de ir longe. Era só questão dela abraçar os papéis certos, e deixar o resto acontecer naturalmente. Foi o que ela fez. Depois de uma infinidade de pequenos papéis em filmes pouco vistos, ela ganhou alguma projeção fazendo a noiva negligenciada do repórter Jack Lemmon no clássico "A Primeira Página", de Billy Wilder, e também a namorada de Robert Redford em "O Grande Waldo Pepper", ambos de 1974. Mas foi aparecer em todo seu explendor em dois filmes americanos do grande diretor francês Louis Malle: "Pretty Baby" (1978), como a prostituta mãe da pequena Brooke Shields, e "Atlantic City" (1979), como uma croupier que se envolve num golpe com um velho gangster romântico, interpretado brilhantemente por Burt Lancaster. A partir daí, Susan engatou um filme atrás do outro, fazendo uma das carreiras mais notáveis do cinema americano nos últimos 50 anos. Ela protagonizou filmes inesquecíveis como "Fome de Viver" (com David Bowie e Catherine Deneuve), "Tempestade" (com John Cassavetes e Vittorio Gassman), "Thelma & Louise" (com Geena Davis), "Loucos de Paixão" (com James Spader) e "Bull Durham" (com Kevin Costner e Tim Robbins), entre muitos outros. Foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz por váriosanos consecutivos, e finalmente levou a estátua para casa em 1996, por "Dead Man Walking", onde contracenou Sean Penn. De uns tempos para cá, passou a alternar trabalhos no cinema, na TV e no teatro, e consegue manter, aos 71 anos, um padrão de atividade invejável, sinal claro de que não pensa em parar de trabalhar tão cedo. Namoradeira contumaz -- passou o rodo em Hollywood durante seus anos de solteirice entre 1979 e 1988 -- sossegou por uns tempos ao se casar com Tim Robbins. Mas em 2010 os dois se separaram e ela, que não é boba nem nada, resolveu voltar ao jogo. Quem viu o espetacular implante nos seios que ela fez no ano passado e o sorriso de felicidade estampado em seu rosto onde quer que vá, não tem a menor dúvida de que ela deve saber o que está fazendo. Quem diria que aquela menina franzina jovem e talentosa iria se transformar nessa atriz magnética e nesse mulherão espetacular....

(Ju Cartwright)























































































































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